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Novo Testamento

Marcos 1

Vou contar a vocês as boas notícias que Jesus, o Filho de Deus, publicou na rede social da sua própria vida. Exatamente do jeito que havia sido previsto pelos profetas (que eram homens visionários, tipo o Steve Jobs). Estes homens diziam que um anjo viria começar o serviço e que um louco gritaria no deserto para deixar a galera esperta sobre o que haveria de acontecer.

Aí um dia aparece um sujeito chamado João, falando sobre a necessidade do batismo, que representava a confissão pública de que haviam se arrependido de todas as porcarias que tinham feito na vida. E que assim encontrariam perdão pra cada uma delas. O tal do João não usava roupas de grife. Só importadas da China mesmo, feita de tecidos meia-boca, com um cinto pras calças não caírem (comprada de um ambulante na rua). E comia o que encontrava pelo caminho. No caso dele, mel (tinha que ser macho pra comer sem ter que mastigar abelha) e gafanhoto (que de gostoso não deve ter nada).

E gritava pelo caminho: “Daqui um pouco vai chegar um truta meu que é tão forte que nem tem categoria pra ele no UFC. Eu não mereço nem carregar os sapatos dele! E enquanto eu tô aqui falando de arrependimento usando água, esse cara vai fazer o mesmo usando o Espírito Santo!”.
Naqueles mesmos dias, Jesus foi dar um passeio pelos lados do rio Jordão; e acabou sendo batizado por João. E ele viu, assim que Jesus saiu da água, o céu aberto e o Espírito Santo descendo nele como se fosse uma pomba. E todos ouviram uma voz, que dizia “Aeeee meu garoooooto! Só dá alegria pro paizão!”.

O mesmo Espírito Santo, que havia sido visto como que elevando o seu Ki ao nível de Super Sayajin nível 4 (milhões), levou Jesus pro deserto pra dar uma chance do diabo tirar onda com a cara dele, no meio dos animais ferozes. Mas Jesus era macaco velho e não caiu na conversa do capeta. Quando terminou o debate com o capiroto, os anjos o serviram pessoalmente.

João acabou sendo preso porque era digital influencer; e estava escrevendo coisas que irritavam a galera que estava no poder. Jesus então continuou aquilo que João havia começado. O mesmo discurso era repetido: “Melhor vocês começarem a piar fino e se arrependerem, porque o reino de Deus tá chegando!”.

Numa de suas caminhadas pela praia na Galileia esbarrou nos irmãos Simão e André que tavam ali pescando. Chegou já mandando uma ideia radical: “Ae cambada! Tão afim de pescar gente ao invés desses lambaris aí? Então bora lá!”. Os caras largaram o equipamento de pesca lá mesmo e foram atrás de Jesus. Mais pra frente, encontrou outros caras que consertavam as redes do pai. Chamavam Tiago e João. Estes também acabaram largando o serviço (e seu pai) com os seus ajudantes e vazaram pra seguir a Jesus.

Foram então pra Cafarnaum, pra uma igreja que havia lá. Jesus ensinava pra galera coisas sinistras, não igual os bunda moles dos pastores dali faziam. A galera pirava, pois nunca tinham visto ninguém falar as coisas tendo tanta razão e autoridade.

Rapidinho já apareceu um sujeito que tava com encosto (e nem a Universal conseguiu resolver). E gritava: “Ô filho de Deus! Tô ligado quem é você… nem adianta ficar mocado aí, fingindo que ninguém sabe quem você é! Veio fazer o que? Acabar com a nossa farra?”. E Jesus, sem entrevistar o pé torto e sem pedir oferta nenhuma, apenas deu ordem: “Cala a boca e vaza!”. E o capeta vazou mais rápido que o salário mínimo da carteira do trabalhador brasileiro.

Todo mundo que viu isso ficou assustado, pois queriam saber que ensino era esse que Jesus apresentava, que dava a ele autoridade pra esculhambar com o inferno sem nem suar. Por causa disso, Jesus ficou famosinho ali na Galileia. E nem precisou fazer Tik Tok.

Saindo do templo, foram tomar um lanche na casa do Simão. O café estava gelado e a sogra dele tava doente. Jesus então curou a velha e um café novinho ficou pronto rapidinho. No final da tarde já tinha fila na porta da casa, com gente de toda vizinhança trazendo os doentes. Creio que é porque sogra faz as notícias espalharem rápido. Ali tava igualzinho hospital público, só que Jesus curou a todos e o atendimento foi rápido e muito carinhoso. Ele também tirou o encosto de uma renca de gente que já tinha dado até o trízimo pros pilantras religiosos e nem assim tinham sido libertos. E a cidade inteira foi pra lá assistir.

Bem de madrugada Jesus acordou e saiu de mansinho pra bater um papo com Deus sozinho. Simão e os outros o viram e foram atrás. Quando o encontraram, explicaram que já tava formando fila de novo de gente lá na porta da casa. Jesus sugeriu então que eles fossem pras cidades próximas porque pra falar com essas pessoas que ele havia vindo.

Jesus sempre ia nas igrejas dessas cidades. E lá fazia as coisas que os líderes locais não conseguiam, tipo expulsar os encostos todos de graça.
Um homem com hanseníase (que na época não tinha cura e era uma doença tão zoada quanto câncer é hoje), se ajoelhou na frente de Jesus e dizia que se ele quisesse podia curá-lo também. É engraçado como isso foi ousado, pois ninguém nem queria chegar perto de quem tinha essa doença. Mas Jesus era diferente. Encostou no cara como se fosse um amigo de verdade e, sentindo a dor dele, disse: “Quero sim, mano. Fica sussa”. E o cara foi curado instantaneamente.

Jesus insistiu bastante pra ele não sair contando pra todo mundo o que havia rolado ali, mas o mandou ir se apresentar ao pastor, conforme a tradição ensinava. Mas o cara era bocudo demais e, tomado pela felicidade de finalmente ter encontrado cura pra algo que ninguém no mundo tinha remédio, contou pra mais pessoas do que deveria.

A fama de Jesus se tornou grande e ele nem podia mais ir ao shopping ou nas igrejas. Ficava nos lugares abandonados, tipo as cracolândias e pontos de prostituição. E gente de tudo quanto é lugar ia pra lá pra ouvi-lo falar.

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