João 6

03/03/2013

Jesus foi para outra praia. Tinha um monte de gente atravessando meio mundo para ver mais sinais e milagres. Jesus aproveitou para ir a um lugar mais afastado para um papo com os seus discípulos. Era um tempo bem próximo da festa que se comemorava a saída do Egito.

Vendo a quantidade de gente que aglomerava, Jesus disse para Felipe: “Onde dá para comprar comida pra este povo todo?” Jesus fez esta pergunta para provar a fé de Felipe.

Felipe respondeu: “Jesus, nem com duzentos dias de trabalho daria para comprar comida para toda essa gente”. Daí André, brother de Pedro, apresentou um irmãozinho que estava com apenas dois peixinhos e cinco pães de cevada, mas a fé dele era igual a de Felipe: mixuruca.

Tinha um monte de gente, cerca de 5000 homens, fora as crianças e mulheres. Estava uma muvuca só. Daí o Mestre pediu para organizar a parada de pequeno grupo em pequeno grupo. Ele pegou os pães, agradeceu ao Pai e repartiu.

Depois fez o mesmo com os peixes. Depois que todo mundo se fartou, pediu que os discípulos recolhessem as sobras. Porque diferente do que ocorre na casa de muita gente, Jesus disse que: “não era para desperdiçar nada”. Os caras ajuntaram os sacos com as sobras dos cinco pães e dois peixes.

A multidão ficou surpresa com o sinal miraculoso que Ele havia feito e logo queriam elegê-lo rei. Jesus vendo que o negócio desandou, foi para o monte. Imagina isso acontecendo em algumas igrejas por aí. Imagina!

Chegou o final do dia e os discípulos foram para a praia. Entraram numa embarcação e foram em direção a Cafarnaum. Deu um vento forte, e lá depois de tanta remada viram Jesus vindo sobre as águas. O susto foi tamanho. Mas Jesus disse: “Ei, Take Easy Brothers! Sou eu”. Pô, passado o susto, eles voltaram a respirar.

Quando a galera acordou, percebeu que Jesus não estava por lá. E correram ao encontro dele em Cafarnaum. Quando chegaram, a curiosidade foi maior do que a fome. Daí perguntaram: “Ué, como foi que o Senhor chegou aqui?” Aí Jesus mandou a real: “ah, tá. Vocês estão tão preocupados. Fala a verdade, né? Vocês queriam era garantir o estômago. Nem foi o sinal do céu que atiçou o coração de vocês a virem ao meu encontro, foi o estômago mesmo. Mas deixa eu dizer algo importante. Viver para o estômago é bobagem. Trabalhem pelo relacionamento com o Pai. Trabalhem pela vida eterna que eu dou. O Pai me autorizou a fazer isso.” A dúvida da galera era como conseguir fazer o que Deus requer? Aí Jesus matou a pau: “A obra que você precisa fazer é crer.” Eles não entenderam e pediram mais uma vez um milagre (ô povo chato), mas era assim lá e também aqui hoje. Recebemos o milagre hoje, amanhã já outra história.

Jesus responde o pessoal da seguinte forma: “Olha só, o que Moisés fez no deserto era uma sombra daquilo que ocorreria espiritualmente agora. Eu sou o pão do céu. Eu sou a comida espiritual que você precisa ter para suprir as suas necessidades espirituais. Vocês pedem um sinal, mas já me viram, e isso é o que importa. Se vocês olharem e crerem em mim, eu estarei com vocês e não os largarei. Porque foi o Pai que me deu vocês, e deu-me para vocês.”

Depois desta declaração, os religiosos de plantão começaram a murmurar, tipo goteira em panela de alumínio a noite toda. E diziam: “Como é que pode um filho de marceneiro, filho do Zé, filho da Maria dizer ter vindo do Céu. É maluco?”
Então Jesus respondeu algo que me dá vontade de pedir também para a galera: “Parem de criticar por criticar, ô gente chaaaaaaaaata.” Mas os caras não pararam e continuaram a zoar: “Como é que vamos comer a carne dele?” Jesus então responde a zoação deles da seguinte forma: “O que estou explicando é algo espiritual. A minha carne foi entregue para que vocês pudessem ser salvos e o meu sangue foi o preço pago para isso. É esse o processo que constrói a nossa aliança. Diferente do maná, quem come o pão da vida vai morar para sempre comigo no céu.”

Os discípulos vendo o debate entre Jesus e os religiosos afirmaram: “Mano, que treta é essa? O papo é muito duro, quero não, posso não, deixa não.” Jesus sacando a parada mandou essa: “Isso deixa vocês chateados, preocupados, com medo? Que vai acontecer quando vocês me virem voltar para a casa do meu Pai de onde vim? O que é da carne é carne e vai morrer. Mas as palavras que digo para vocês é vida, e esta vida é tudo! Vocês só poderão estar ao meu lado se primeiro o Pai tiver decidido antes” e continuou: “Alguns de vocês não creem.”

Depois dessa dura muito dos discípulos voltaram para suas casas. Daí Jesus pergunta para os doze: “Vão fugir também?” E respondeu Pedro: “Uai, Mestre. Pra onde a gente vai?” Foi então que Jesus disse: “Fui eu que escolhi vocês doze e inclusive um de vocês é o traíra.”

Guilherme Burjack - burjack@gmail.com

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